O skate é um esporte criado na Califórnia. Consiste em
deslizar sobre o solo e obstáculos equilibrando-se numa prancha, chamada shape (em inglês: deck),
dotada de quatro pequenas rodas e dois eixos chamados de trucks.
Com o skate, executam-se manobras, de baixos a altos graus de
dificuldade. No Brasil, o praticante de skate recebe o nome de esqueitista.
Os skates originalmente eram muito primitivos,
não possuiam nose nem tail, eram apenas uma tábua com
quatro rodinhas. O crescimento do "surfe no asfalto" se deu de uma
maneira tão grande que muitos dos jovens da época se renderam ao novo esporte
chamado skate.
O Circuito Brasileiro de Skate Profissional
foi inaugurado em 1989 na categoria street
style. O vencedor foi o paulistano Rui Muleque. Foi realizado
pela UBS (União Brasileira de Skate).
A disputa conta hoje com provas passando por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Brasília, realizadas pela CBSk (Confederação
Brasileira de Skate).
Partes do skate: O skate é formado por seis partes, todas
fundamentais para um bom funcionamento, são elas:
Shape (prancha superior)
Par de truck (eixo)
Quatro rodinhas
Oito rolamentos (dois em cada roda)
Oito parafusos
Uma lixa auto-adesiva
Shape: É a prancha de madeira que serve como base para as
manobras. Composto por madeira leve e resistente (Mapple, por exemplo) disposto
em folhas. Existem hoje vários tipos, com pouco ou muita inclinação, ou com
pouca ou muita largura, podendo ser escolhido de acordo com o tipo de manobras
e estilo.
Nose:A parte da frente do shape. Depois do truck dianteiro. O oposto de
tail.
Tail:É a parte de trás do shape.
Cave:Curvatura antes do inicio do nose e tail.
Concave:Curvatura vertical dos lados do shape (faz com que
o skate ganhe pressão para executar as manobras.
Trucks:São os eixos do skate a parte de metal onde se
encaixa as rodas.
Base:Parte dos trucks que ficam parafusadas ao shape. Na base está fixado o
eixo, que tem movimento e segura as rodas.
Rodas:São feitas geralmente de Poliuretano ou de
Uretano. Possuem duas cavidades, uma de cada lado, onde são dispostos os
rolamentos (de medida 608). Variam muito quanto ao tamanho. Eram utilizadas
rodas mais macias e maiores nas décadas de 70 e 80. Na década de 90, com o
"boom" do street skate, elas diminuíram de tamanho, chegando a medir
somente 45 mm. E também se tornaram mais duras. Atualmente estão num estágio
intermediário, com tamanhos que variam entre 50 e 60 mm, e dureza entre 97 a
103 a.
Rolamento:Permitem as rodas girarem livremente e portanto o
deslize do skate no solo. São confeccionados de ligas de aço e possuem diversas
marcas. Existe uma classificação ABEC, que classifica o rolamento quanto a sua
precisão nas dimensões. Uma espécie de certificação de engenharia. Portanto
essa certificação ABEC por si própria não classifica os rolamentos quanto os
quesitos durabilidade e velocidade. Essas características dependem da qualidade
dos componentes, como esferas, gaiolas, lubrificação etc. É perfeitamente
possível que um rolamento ABEC 3 de determinada marca corra e dure mais que um
ABEC 7 de outra marca por exemplo. Existem também rolamentos sem certificação
ABEC porém de marcas conceituadas, como os da "Bones".
Parafusos:Responsáveis por fixar os trucks ao shape. São
quatro em cada truck
Lixa:Fica aderia à superfície do shape, fazendo com que aumente o atrito
entre o calçado e o shape do skate, possibilitando assim a execução de manobras
e impedindo que o calçado deslize involuntariamente sobre o shape
Street skate:
No skate de rua, os praticantes utilizam a
arquitetura da cidade (bancos, escadas e corrimãos) como obstáculos para
executar suas manobras. É com
folga a modalidade mais difundida e popular do skate.
O street é também a
modalidade preferida de diversas tribos ou grupos de skatistas.
Manobras
Flip - consiste em fazer
com os pés que o skate saía do chão rodando em parafuso.
Grinds - consiste em fazer que o skate deslize
com os eixos sobre uma superfície ou borda metálica ou de concreto.
Board Slide - consiste em fazer que o skate
deslize com um pedaço da prancha sobre uma superfície ou borda metálica ou de
concreto.
Ollie - Manobra básica do street, o salto, e
consiste em bater a rabeta no chão e pular para frente mantendo o pé dianteiro
colado no shape. Para mandar ollies cada vez mais altos, é necessário força e
agilidade, sincronizando os movimentos. Uma variação do ollie, o nollie,
consiste nos mesmos movimentos, só que pressionando o tail(parte da frente) do
shape.
Ollie-Flip - Conhecido também como kick-flip
pelos americanos, em outras palavras é dar um ollie usando a ponta do pé e
virando o skate no seu eixo logitudinal. Na maioria da vezes é a primeira
manobra que um skatista iniciante aprende.
Fakie Hardflip - Depois de dar uma acelerada no
skate, vir de costas e mandar um ollie flip. Deve-se ficar atento porque,
enquanto o skate precisa girar o flip em 180o para trás, o corpo gira para
frente.
360º Kick Flip - Posicione o pé de trás chapado
no tail e o da frente um pouco atrás dos parafusos, como se fosse dar um flip.
Dê um certo gás para se aproximar do obstáculo. Pressione o tail como se fosse
dar um shove-it 360 e, ao mesmo tempo dê um toque no pé da frente para girar o
flip. Espere o skate fazer a volta completa para encaixar nos pés. Volte na
base.
FrontSide Ollie 180º - Pegue uma velocidade
razoável e posicione os pés como no ollie normal. O seu corpo é a grande
ferramenta para executar a rotação. Portanto, quando bater o ollie, vire o
corpo para a frente. Como no ollie, mantenha o corpo equilibrado e vire o corpo
acompanhando o movimento de 180º do skate. Seu tronco, auxiliado pelo movimento
dos braços, vai ser o giro para inverter a base. O seu pé de trás carrega o
tail para a frente, quase com o calcanhar.Quando estiver no chão, equilibre-se
na perna de apoio da frente.
Tail Drop - O tail drop não é uma manobra. É uma
forma de iniciar a session em rampas, bowls, banks, quarters etc, para se pegar
velocidade na descida da transição. É fundamental quando se trata de dropar uma
transição. Posicionado na plataforma da pista ou rampa, segure firme o skate
pelo nose e encaixe o tail na borda ou sobre o coping. Ajuste o seu pé de trás
no tail e pressione pra segurar o skate na posição de drop, mantenha a pressão
nesse pé. Tire o outro pé da plataforma, o da frente, e o posicione na altura
dos parafusos do eixo dianteiro.
Mantenha seu peso no pé de trás, para que ainda
fique com o skate encaixado na borda. O lance é trasnferir o peso do pé
traseiro, para o pé da frente, pisando na parte dianteira. Flexione os joelhos
para ter maior equilibrio no drop. Mantenha o seu corpo acompanhado a
trajetória do skate. Fique atento para que seu corpo não caia nem pra frente e
nem pra trás, mantendo o equilíbrio ao acompanhar a velocidade do seu skate.
50/50 - Inicialmente dependendo do tamanho do
obstáculo é preciso dar um ollie e encaixar com os eixos(trucks) e arrastá-los
sobre o obstáculo. O obstáculo pode ser uma caixa, um ferro, um corrimão, etc.
É uma manobra fácil de aprender, mais é preciso muita prática.
Axle Drop - Desta vez encaixe os dois eixos na
borda do coping, ao contrário do tail drop, posicione o pé da frente primeiro e
tente encontrar o ponto de equilíbrio pra que o skate não caia pra dentro da
rampa. Tire o outro pé da plataforma e coloque sobre o tail. Quando sentir que
está equilibrado, vem a hora de descer. Como
fosse dar uma batida, alivie o pé da frente e force o pé de trás, flexionando
os joelhos, direcionado o skate para o centro da rampa. Quando perceber que o
nose está embicado pro centro da rampa, pressione o nose do skate até as rodas
encostarem na parede da transição, mantendo os joelhos flexionados.
Naturalmente, o eixo traseiro vai desconectar da borda ou coping e vai
acompanhar a transição.
Smith Grind - manobra utilizada para descer em
corrimãos. A manobra, consiste em deslizar com o track traseiro do skate sobre
a superfície. O primeiro passo para o smith grind é o impulso, se posicione
próximo ao cano, o movimento inicial para o smith, é o ollie, que depende da
altura da superfície. Após o ollie encaixe o skate no corrimão, mas o encaixe
deve ser feito de uma forma diferente, ou seja, execute um ollie que ultrapasse
a frente do nose, encaixando apenas o truck traseiro.
Curiosidades
·
Proibição
do skate na Noruega no período entre 1978 e 1989: a posse
ou venda de skate eram
proibidos. A proibição era devido à quantidade elevada de ferimentos causados
pelo skate. A proibição
levou os esqueitistas a construir rampas nas florestas e em outras áreas isolados para evitar
a polícia.
·
O
ator Jason Lee (De O meu nome é Earl,
Quase Famosos e Alvin e os Esquilos), foi um dos primeiros skatistas a ter seu
"pro model shoe", feito pela Airwalk.
·
Peggy Oki, 1965,
primeira esqueitista mulher que se sabe, era do grupo Z-Boys.
·
A
primeira mulher a se tornar esqueitista profissional foi Andressa McGee, no ano
de 1965, no mesmo ano foi capa da revista Life Magazine.
·
O skate é hoje o 7° esporte mais
praticado no Brasil.
·
Em
2012, Tom Schaar, skatista norte-americano com 12
anos de idade, tornou-se o primeiro esqueitista a realizar a manobra 1.080
graus (3 voltas completas no ar).
·
A
primeira pista de skate da América Latina foi inaugurada em 4 de dezembro de 1976 no
município de Nova Iguaçu. A pista, localizada na Praça
Ricardo Xavier da Silveira, também foi palco da primeira competição de skate em pista do Brasil, em
junho de1977
·
Em março
de 1999, foi fundada em Curitiba a CBSk Confederação Brasileira de ''Skate'', a entidade que regulamenta as
normas e políticas voltadas ao desenvolvimento do skate no território brasileiro.
Se você ficou interessado sobre o assunto e quer saber
mais sobre a história os filmes The Lords of Dogtown, Z-Boys e Vida sobre rodas
falam sobre um grupo de esqueitistas dos anos 70, os filmes foram inspirados em
um documentário chamado Dogtown & Z-Boys.
E se você prefere ler, o livro A Onda Dura conta a
história do skate no Brasil, desde o inicio até o ano 2000,tendo várias
imagens. Também existem dois documentários muito importantes para a história do
skateboarding brasileiro: Dirty Money - que conta a
história de como surgiu a iniciativa de se editar o primeiro vídeo de skate no país e Vida
Sobre Rodas -
que conta a histórias do skate brasileiro, da segunda metade da
década de 1980 até os dias de hoje, sob o ponto de vista de quatro importantes skaters brasileiros: Bob
Burnquist, Sandro
Dias "Mineirinho", Felipe Lima e Alan Patrick.