domingo, 5 de janeiro de 2014

Skateboard


O skate é um esporte criado na Califórnia. Consiste em deslizar sobre o solo e obstáculos equilibrando-se numa prancha, chamada shape (em inglês: deck), dotada de quatro pequenas rodas e dois eixos chamados de trucks. Com o skate, executam-se manobras, de baixos a altos graus de dificuldade. No Brasil, o praticante de skate recebe o nome de esqueitista.
Os skates originalmente eram muito primitivos, não possuiam nose nem tail, eram apenas uma tábua com quatro rodinhas. O crescimento do "surfe no asfalto" se deu de uma maneira tão grande que muitos dos jovens da época se renderam ao novo esporte chamado skate.
O Circuito Brasileiro de Skate Profissional foi inaugurado em 1989 na categoria street style. O vencedor foi o paulistano Rui Muleque. Foi realizado pela UBS (União Brasileira de Skate). A disputa conta hoje com provas passando por estados como São PauloRio de JaneiroParanáRio Grande do SulMinas Gerais e Brasília, realizadas pela CBSk (Confederação Brasileira de Skate).
Partes do skate: O skate é formado por seis partes, todas fundamentais para um bom funcionamento, são elas:
Shape (prancha superior)
Par de truck (eixo)
Quatro rodinhas
Oito rolamentos (dois em cada roda)
Oito parafusos
Uma lixa auto-adesiva 


Shape: É a prancha de madeira que serve como base para as manobras. Composto por madeira leve e resistente (Mapple, por exemplo) disposto em folhas. Existem hoje vários tipos, com pouco ou muita inclinação, ou com pouca ou muita largura, podendo ser escolhido de acordo com o tipo de manobras e estilo.
Nose:A parte da frente do shape. Depois do truck dianteiro. O oposto de tail. 
Tail:É a parte de trás do shape.
Cave:Curvatura antes do inicio do nose e tail.
Concave:Curvatura vertical dos lados do shape (faz com que o skate ganhe pressão para executar as manobras.
Trucks:São os eixos do skate a parte de metal onde se encaixa as rodas.
Base:Parte dos trucks que ficam parafusadas ao shape. Na base está fixado o eixo, que tem movimento e segura as rodas.
Rodas:São feitas geralmente de Poliuretano ou de Uretano. Possuem duas cavidades, uma de cada lado, onde são dispostos os rolamentos (de medida 608). Variam muito quanto ao tamanho. Eram utilizadas rodas mais macias e maiores nas décadas de 70 e 80. Na década de 90, com o "boom" do street skate, elas diminuíram de tamanho, chegando a medir somente 45 mm. E também se tornaram mais duras. Atualmente estão num estágio intermediário, com tamanhos que variam entre 50 e 60 mm, e dureza entre 97 a 103 a.
Rolamento:Permitem as rodas girarem livremente e portanto o deslize do skate no solo. São confeccionados de ligas de aço e possuem diversas marcas. Existe uma classificação ABEC, que classifica o rolamento quanto a sua precisão nas dimensões. Uma espécie de certificação de engenharia. Portanto essa certificação ABEC por si própria não classifica os rolamentos quanto os quesitos durabilidade e velocidade. Essas características dependem da qualidade dos componentes, como esferas, gaiolas, lubrificação etc. É perfeitamente possível que um rolamento ABEC 3 de determinada marca corra e dure mais que um ABEC 7 de outra marca por exemplo. Existem também rolamentos sem certificação ABEC porém de marcas conceituadas, como os da "Bones".
Parafusos:Responsáveis por fixar os trucks ao shape. São quatro em cada truck
Lixa:Fica aderia à superfície do shape, fazendo com que aumente o atrito entre o calçado e o shape do skate, possibilitando assim a execução de manobras e impedindo que o calçado deslize involuntariamente sobre o shape

Street skate: No skate de rua, os praticantes utilizam a arquitetura da cidade (bancos, escadas e corrimãos) como obstáculos para executar suas manobras. É com folga a modalidade mais difundida e popular do skate. O street é também a modalidade preferida de diversas tribos ou grupos de skatistas.


Manobras

Flip - consiste em fazer com os pés que o skate saía do chão rodando em parafuso.
Grinds - consiste em fazer que o skate deslize com os eixos sobre uma superfície ou borda metálica ou de concreto.

Board Slide - consiste em fazer que o skate deslize com um pedaço da prancha sobre uma superfície ou borda metálica ou de concreto.
Ollie - Manobra básica do street, o salto, e consiste em bater a rabeta no chão e pular para frente mantendo o pé dianteiro colado no shape. Para mandar ollies cada vez mais altos, é necessário força e agilidade, sincronizando os movimentos. Uma variação do ollie, o nollie, consiste nos mesmos movimentos, só que pressionando o tail(parte da frente) do shape.
Ollie-Flip - Conhecido também como kick-flip pelos americanos, em outras palavras é dar um ollie usando a ponta do pé e virando o skate no seu eixo logitudinal. Na maioria da vezes é a primeira manobra que um skatista iniciante aprende.
Fakie Hardflip - Depois de dar uma acelerada no skate, vir de costas e mandar um ollie flip. Deve-se ficar atento porque, enquanto o skate precisa girar o flip em 180o para trás, o corpo gira para frente.
360º Kick Flip - Posicione o pé de trás chapado no tail e o da frente um pouco atrás dos parafusos, como se fosse dar um flip. Dê um certo gás para se aproximar do obstáculo. Pressione o tail como se fosse dar um shove-it 360 e, ao mesmo tempo dê um toque no pé da frente para girar o flip. Espere o skate fazer a volta completa para encaixar nos pés. Volte na base.
FrontSide Ollie 180º - Pegue uma velocidade razoável e posicione os pés como no ollie normal. O seu corpo é a grande ferramenta para executar a rotação. Portanto, quando bater o ollie, vire o corpo para a frente. Como no ollie, mantenha o corpo equilibrado e vire o corpo acompanhando o movimento de 180º do skate. Seu tronco, auxiliado pelo movimento dos braços, vai ser o giro para inverter a base. O seu pé de trás carrega o tail para a frente, quase com o calcanhar.Quando estiver no chão, equilibre-se na perna de apoio da frente.
Tail Drop - O tail drop não é uma manobra. É uma forma de iniciar a session em rampas, bowls, banks, quarters etc, para se pegar velocidade na descida da transição. É fundamental quando se trata de dropar uma transição. Posicionado na plataforma da pista ou rampa, segure firme o skate pelo nose e encaixe o tail na borda ou sobre o coping. Ajuste o seu pé de trás no tail e pressione pra segurar o skate na posição de drop, mantenha a pressão nesse pé. Tire o outro pé da plataforma, o da frente, e o posicione na altura dos parafusos do eixo dianteiro. 
Mantenha seu peso no pé de trás, para que ainda fique com o skate encaixado na borda. O lance é trasnferir o peso do pé traseiro, para o pé da frente, pisando na parte dianteira. Flexione os joelhos para ter maior equilibrio no drop. Mantenha o seu corpo acompanhado a trajetória do skate. Fique atento para que seu corpo não caia nem pra frente e nem pra trás, mantendo o equilíbrio ao acompanhar a velocidade do seu skate.
50/50 - Inicialmente dependendo do tamanho do obstáculo é preciso dar um ollie e encaixar com os eixos(trucks) e arrastá-los sobre o obstáculo. O obstáculo pode ser uma caixa, um ferro, um corrimão, etc. É uma manobra fácil de aprender, mais é preciso muita prática. 
Axle Drop - Desta vez encaixe os dois eixos na borda do coping, ao contrário do tail drop, posicione o pé da frente primeiro e tente encontrar o ponto de equilíbrio pra que o skate não caia pra dentro da rampa. Tire o outro pé da plataforma e coloque sobre o tail. Quando sentir que está equilibrado, vem a hora de descer. Como fosse dar uma batida, alivie o pé da frente e force o pé de trás, flexionando os joelhos, direcionado o skate para o centro da rampa. Quando perceber que o nose está embicado pro centro da rampa, pressione o nose do skate até as rodas encostarem na parede da transição, mantendo os joelhos flexionados. Naturalmente, o eixo traseiro vai desconectar da borda ou coping e vai acompanhar a transição.
Smith Grind - manobra utilizada para descer em corrimãos. A manobra, consiste em deslizar com o track traseiro do skate sobre a superfície. O primeiro passo para o smith grind é o impulso, se posicione próximo ao cano, o movimento inicial para o smith, é o ollie, que depende da altura da superfície. Após o ollie encaixe o skate no corrimão, mas o encaixe deve ser feito de uma forma diferente, ou seja, execute um ollie que ultrapasse a frente do nose, encaixando apenas o truck traseiro. 

Curiosidades
·         Proibição do skate na Noruega no período entre 1978 e 1989: a posse ou venda de skate eram proibidos. A proibição era devido à quantidade elevada de ferimentos causados pelo skate. A proibição levou os esqueitistas a construir rampas nas florestas e em outras áreas isolados para evitar a polícia.
·         O ator Jason Lee (De O meu nome é Earl, Quase Famosos e Alvin e os Esquilos), foi um dos primeiros skatistas a ter seu "pro model shoe", feito pela Airwalk.
·         Peggy Oki1965, primeira esqueitista mulher que se sabe, era do grupo Z-Boys.
·         A primeira mulher a se tornar esqueitista profissional foi Andressa McGee, no ano de 1965, no mesmo ano foi capa da revista Life Magazine.
·         O skate é hoje o 7° esporte mais praticado no Brasil.
·         Em 2012, Tom Schaar, skatista norte-americano com 12 anos de idade, tornou-se o primeiro esqueitista a realizar a manobra 1.080 graus (3 voltas completas no ar).
·         A primeira pista de skate da América Latina foi inaugurada em 4 de dezembro de 1976 no município de Nova Iguaçu. A pista, localizada na Praça Ricardo Xavier da Silveira, também foi palco da primeira competição de skate em pista do Brasil, em junho de1977
·         Em março de 1999, foi fundada em Curitiba a CBSk Confederação Brasileira de ''Skate'', a entidade que regulamenta as normas e políticas voltadas ao desenvolvimento do skate no território brasileiro.

Se você ficou interessado sobre o assunto e quer saber mais sobre a história os filmes The Lords of Dogtown, Z-Boys e Vida sobre rodas falam sobre um grupo de esqueitistas dos anos 70, os filmes foram inspirados em um documentário chamado Dogtown & Z-Boys.

E se você prefere ler, o livro A Onda Dura conta a história do skate no Brasil, desde o inicio até o ano 2000,tendo várias imagens. Também existem dois documentários muito importantes para a história do skateboarding brasileiro: Dirty Money - que conta a história de como surgiu a iniciativa de se editar o primeiro vídeo de skate no país e Vida Sobre Rodas - que conta a histórias do skate brasileiro, da segunda metade da década de 1980 até os dias de hoje, sob o ponto de vista de quatro importantes skaters brasileiros: Bob Burnquist, Sandro Dias "Mineirinho", Felipe Lima e Alan Patrick.





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